Sobre o Município

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Oeiras é um município da Microrregião de Picos, no estado do Piauí. Localiza-se a uma latitude 07º01’30” sul e a uma longitude 42º07’51” oeste,sua população estimada em 2008 era de 36.082.

Construída há mais de três séculos, a cidade de Oeiras se desenvolveu ao redor da matriz de Nossa Senhora da Vitória. Inicialmente foi conhecida como Vila da Mocha, por estar localizada às margens do riacho Mocha. Teve seu nome modificado para homenagear o Conde de Oeiras, futuro Marquês de Pombal, o todo poderoso ministro da corte portuguesa do Rei D. José.

A cidade foi designada capital da província do Piauí em 1758 permanecendocomo centro das decisões políticas até 1852, quando então a sede do governo foi transferida para Teresina. Depois deste período, a cidade prosperou principalmente com a criação de gado, mas guardou um patrimônio histórico dos mais valiosos, com seus casarões coloniais e monumentos dos séculos 18 e 19 que remontam à colonização do Piauí.

A Semana Santa de Oeiras é a maior festa religiosa do Estado, atraindo milhares de fiéis. A Festa de Bom Jesus dos Passos começa na quinta-feira da Fugida, com a primeira procissão da Semana Santa. A sexta dos Passos é o dia da Procissão dos Passos, a mais rica em símbolos e presença humana. A procissão segue parando nos 5 Passos. Em cada passo se repete o ritual de cantos, queima de incenso e benção de Santo Lenho. Entre as cerimônias religiosas destaca-se ainda a Procissão do Fogaréu, composta somente por homens.

Entre as manifestações populares está o Carnaval e a Festa do Vaqueiro, em maio, com corridas, competições e shows artísticos, além da tradicional Festa Junina.

Uma grande atração na cidade é assistir aos concertos do Grupo Bandolins de Oeiras – tradicional grupo de músicos formado por senhoras da cidade, com quase 30 anos de existência -, que se apresenta em festividades religiosas e culturais, conservando um estilo musical do passado.

Geografia

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística sua população em 2003 era de 34.538 habitantes. Sua extensão territorial é de 2720 km², o que lhe confere a densidade demográfica de 12,7 hab/km²

História

Oeiras tem origem numa capela fundada em 1695 e dedicada a Nossa Senhora da Vitória. O povoado foi elevado a vila e sede de concelho em 1712. Tornou-se capital do Piauí em 1759, sendo elevada o município em 1761. Foi capital até 1851.
Turismo

Oeiras é uma das cidades mais religiosas do Estado, onde ocorre uma densa manifestação religiosa. Destacam-se as festas da Padroeira Nossa Senhora da Vitória, em 15/08, de Nossa Senhora da Conceição, em 08/12 e a Semana Santa, talvez a mais movimentada do Piauí, que inclui Procissões como a do Domingo de Ramos, do Fogaréu (quinta-feira) e do Senhor Morto (sexta-feira da Paixão).

Pontos Turísticos

Dentre os pontos turísticos mais visitados, pode-se destacar: o Morro do Leme, onde se ergueu uma estátua em homenagem a Nossa Senhora da Vitória, à qual se chega através de uma enorme escadaria; o Morro da Cruz (que teve a cruz, de pedras sobrepostas há mais 100 anos não se sabe por quem nem para quê, deu nome ao morro destruída por vándalos, e construída outra de concreto bem maior e em local diferente), que permite visão privilegiada do município; o Pé de Deus; a Casa da Pólvora; o Museu mais antigo do Piauí; a Catedral de Nossa Senhora da Vitória; a Igreja de Nossa Senhora do Rosário; o Café Oeiras (reaberto); o Cine-Teatro(abandonado); dentre os inúmeros Casarios coloniais, ruas estreitas de paralelepípedos e Praças com fontes luminosas.

Capital da Fé – Oeiras é um ponto de peregrinação de fiéis em diversas datas religiosas. A tradicional Semana Santa, maior festa religiosa da região, atrai pessoas de várias regiões do Piauí, provendo um espetáculo ímpar de fé e religiosidade popular. A Procissão de Bom Jesus do Passos, a Procissão do Fogaréu e a Descida da Cruz, são uns dos mais significativos eventos da Primeira Capital.

Sem contar na Expressões Culturais de seu Folclore e Cultura, destando-se os Congos do Rosário, tido como uma das mais belas expressões Afro-Brasileiras.

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Escrito por: | digital.voxer@gmail.com