Companhia Luzia Amélia realiza oficina de dança contemporânea no Cine Teatro Oeiras

A Companhia Luzia Amélia, de Teresina, realizou nesta quarta-feira, 27, uma oficina de dança contemporânea para o público oeirense. A oficina faz parte do projeto Caravana Dança + Piauí, realização é do Governo do Estado, através da Secretaria de Estado do Turismo e Secretaria de Estado da Cultura com apoio da Prefeitura de Oeiras, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.

Ministrado pela bailarina e coreógrafa Luzia Amélia, o curso aconteceu no Cine Teatro Oeiras e está interligado ao espetáculo ‘A Luzia’, que será apresentado na noite desta quarta. “Fiquei muito impressionada com a qualidade desses jovens, eles são muito inteligentes, incríveis, audaciosos e vão dançar comigo no palco”, adianta Luzia Amélia.

“A oficina de dança contemporânea é uma troca, é mais para que cada um perceba o seu valor, sua importância nesse mundo e como você pode, por meio da dança, contribuir para que sua cidade aconteça, seu estado, seu país…nesse sistema cultural”, assinala a coreógrafa.

Uma das participantes da oficina, a professora de Educação Física, Dyandra Lima, diz que o curso contribui bastante para sua formação. “A oficina nos trouxe uma visão diferente do que é a dança e entendemos que precisamos da música para dançar. Nosso corpo já dança naturalmente. Compreendemos também que não precisamos ser automatizados, através dos movimentos conhecemos nossa própria dança, nosso próprio corpo”, avalia.

Baixa da Égua

Na noite de terça-feira, 26, o Cine Teatro Oeiras recebeu o espetáculo de dança contemporânea ‘Baixa da Égua’. Na definição do dicionário informal, Baixa da Égua seria um local distante, geograficamente desconhecido, para onde não se deseja ir e para onde outra pessoa que lhe atormenta deve ser mandada.

Tendo o lugar geográfico como ponto de partida, a Cia. Luzia Amélia encontrou questões mais amplas para a dança contemporânea, como as de continuidade e descontinuidades que aparecem nas rupturas de paradigmas instaurados no mundo, na dança e no corpo. Em “Baixa da Égua”, entram na cena corpos grotescos, corpos éguas, carregadoras, corpos que constroem dinâmicas singulares, como insistentes galopes, batidas, rolamentos, dobras, exaustão, suspiros, suspensões, coerentes com a proposição investigada.

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